Compras imaginárias

Adoro roupas para a prática de esportes. Pena que eu tenha bem menos do que realmente gostaria, já que, além dos preços, nem sempre acho coisas realmente divertidas à venda. Isso significa que fico completamente maluco em tempo de competições grandes como as Olimpíadas. Afinal de contas, é muita coisa para ver. E para desejar.
Com quatro dias para o fim dos jogos, elegi os itens dos quais PRECISO. E que possivelmente nunca vou ter, a não ser que algum milagre aconteça e, do nada, os fabricantes de cada pecinha eleita resolvam me presentear - hahahahaha, esta é, certamente, a maior bobagem que já escrevi por aqui. Anyway, segue minha listinha de "compras olímpicas imaginárias":
- O agasalho de pódio do time de atletismo da Rússia;
- A jaqueta do uniforme (ou o uniforme inteiro) de aquecimento dos nadadores da Austrália;
- A incrível sapatilha amarela da equipe chinesa de atletismo;
- A sapatilha dourada dos corredores jamaicanos;
- O uniforme de competição dos ginastas da Coréia do Sul;
- O uniforme de pódio do time de atletismo da Bielo-Rússia;
- A camiseta de treino dos corredores da Tanzânia;
- A jaqueta (só a jaqueta, e na versão com gorro) do uniforme de pódio dos nadadores americanos;
- A camiseta (sem mangas e linda, em branco, azul e prata) do time de italiano de vôlei;
- A camiseta do time francês de handebol.
Ai, a lista é imensa e nem estou citando todos os calçados incríveis do povo do boxe e da luta greco-romana, nem a regata de atletismo da Eslovênia, nem o uniforme de basquete da Nova Zelândia. Humpf... pelo visto, só para olhar mesmo.





 

E ela vem mesmo

Bem, agora não tem mais escapatória: Madonna vem mesmo fazer shows no Brasil em dezembro. eE, como fã que a viu ao vivo 15 anos atrás, terei que estar lá, de preferência com ingresso na pista vip (ou seja, os mais caros).
O problema é que agora começam as dúvidas:
- A palhaçada de aceitarem poucos tipos de cartão de crédito na venda on-line e por telefone é realmente verdade?;
- Terei que abrir uma conta no Bradesco para comprar ingressos? rsrsrs;
- Ou será que vou tentar fazer a fina e deixar que algum agente de viagens veja tudo para mim?
Ai, ai, ai. Dúvidas cruéis. Mas que eu vou ao show, isso vou. É quase uma obrigação.


 

Sal grosso

Preguiça muito grande de escrever nos últimos dias. E também não tem nada de muito incrível para contar. Nem parece que estou em férias até domingo que vem. Afinal, passei a maior parte destes últimos cinco dias em casa e, fora treinar e fazer as compras básicas (comida, material de limpeza, etc), tudo o que fiz foi:
- Co-escrever uma matéria sobre as 25 melhores músicas de Madonna, que pode ser lida em www.mondobacana.com. A lista é ultra-maxi-giga pessoal, e só leva em consideração canções que foram lançadas como single;
- Esbravejar com a televisão toda vez que um brasileiro perdia uma competição na Olimpíada;
- Decidir que nunca mais na vida vou assistir a uma competição de ginástica olímpica, já que não agüento a cara de choro de Jade Barbosa e o jeito mole de falar de Diego Hypólito (tadinhos, perderam);
- Ficar louco por várias peças dos uniformes de vários atletas das mais diversas modalidades e nacionalidades;
- Ler o livro que Christopher Ciccone, irmão de Madonna, escreveu sobre ela;
- Finalmente, mas não menos importante, ficar deitado para ver se a dor no pescoço que surgiu ontem passa logo; não agüento mais me movimentar como um robô; pior, deixei de sair nesse sábado por conta disso - quase uma reprise de sexta-feira, quando deixei de encontrar uma amiga querida de quem estou com muita saudade por conta de enjôos e mais enjôos.
Pelo visto, preciso mesmo é de um bom banho de sal grosso.


 

Erro meu

Eu ando muito errado mesmo. Muito bem-humorado, esqueço que o mundo que me cerca não mais permite ironias. Ainda mais quando estas são direcionadas aos inúmeros passos (planejamentos, planos de atividades, relatórios de atividades e afins) que precedem aquilo no que realmente acredito: a ação em si.
Errado estou quando ainda acho que podemos extrair algumas piadas de toda a burocracia que rege a tal “vida corporativa” (humpf, não gosto desta expressão), mesmo quando não se trabalha numa corporação propriamente dita. Quando acredito que dá, sim, para eliminar certas etapas chatas do dia-a-dia. E, principalmente, ao ser ingênuo a ponto de considerar a possibilidade de que alguém vai compreender o que penso a respeito e, ao invés de uma mini-lição de moral (ando assustado com o didatismo de algumas explicações vindas de pares 8, 10 anos mais jovens do que eu; parece que tenho 3, e não 36 anos), tentará propor uma discussão construtiva e soluções menos óbvias (para não dizer pura repetição de idéias) para todos os problemas de rumo com os quais temos que conviver.
Será que estou trancado em uma seita e ainda não descobri? Ou, pior, que faço parte de uma versão sem humor daquelas tirinhas do Dilbert (alguém lembra disso???)? Sei lá. Mesmo com a certeza de que preciso seguir e fazer minhas coisas com o maior foco possível (ora bolas, não sou um irresponsável sem juízo, afinal de contas), ainda acredito que tudo pode ser mais leve. Ou seja: estou errado mesmo.


 

Clausura e futilidades

Frio. Quase hora de ir para a cama. Foi um fim de semana de clausura voluntária. Livros e TV. TV e livros. O máximo de contato externo foi um treino leve no sábado (foi incrível malhar com apenas mais duas pessoas no recinto), o fofo almoço em família e a compra de um par de Nikes totalmente pretos, somente com o solado em vermelho/ vinho - para meu próprio espanto, os primeiros sneakers que compro desde dezembro de 2007.
Foi quase uma pechincha, já que paguei R$ 100 a menos que o preço cheio. E eu bem que estava precisando, já que o par em que mais usei desde de 2006 - Reeboks pretos que meu ex-namorado chamava carinhosamente de "tênis da Nasa", por conta do design, do conforto e do travesseiro que adquiri na mesma época - foram para o pau de vez. Tadinhos. Vou sentir falta deles.
Pois bem, agora me preparo para dois dias de trabalho e, então, mini-férias. Preciso disso também. Mais do que nunca.


 

Paraíso (ou quase)

Sou fanático por previsão de tempo. Tanto que me senti órfão e traído quando o Weather Channel deixou de integrar a programação da Net, e fiquei completamente eufórico quando, na troca de meu conversor de TV a cabo de analógico para digital, descobri que tinha o canal Climatempo. Afinal, tendo que definir meus looks pelo menos umas 12 horas antes do uso, saber qual será a variação de temperatura no dia seguinte é muito mais do que um luxo. É, falando sério, uma necessidade, item básico para minha sobrevivência.
No entanto, meu semi-novo amigo tem falhado. Hoje, por exemplo, está beeeemmmm mais frio do que o previsto, e sentado neste escritório frio e apertado, meio que tremelico dentro das roupas escolhidas. O que faz com que eu quase esqueça do incômodo físico dos últimos dias (está passando, passando, passando, quase no fim). E do tédio total do dia.
Quer dizer, pude ver o momento em que a pira olímpica foi acesa em Pequim – ok, tem gente que pode ter achado tudo um nada e também questionar a importância dos jogos em um país que não acredita nas mais variadas liberdades, mas Li Ning voando me deixou emocionado enquanto engolia meu saudável almoço. Voltar a treinar direitinho e quase sem dor. Comprar uma camiseta baratíssima e fofa (com umas ilustrações à la Roy Lichtenstein) numa loja em liquidação aqui perto. Mas, no geral, foi uma sexta mais para a imbecil. Com relatórios repetitivos que dizem quase a mesma coisa em todos os seus parágrafos, gente que ignora qualquer tipo de comentário que não seja sobre assuntos importantes/ densos (whatever the fuck it means) e homens falando mole (odeio meninos que falam mole; gay, hetero, bi, pan, dá na mesma).
Piores são só mesmo as conversas infantilizadas que surgem. Juro que, qualquer dia desses vou, do nada, batendo palminhas e soltando gritinhos, proferir a seguinte frase: “Eeeeeee, que incrível! Estou fazendo cocô mole. Vamos comemorar com um churrasco lá na chácara da Zilda Eleutéria em Quatro Barras?”. Juro que não aprecio escatologia. Mas não seria TUUUDOOO?
Anyway, o fim de semana está aí. Mesmo tendo que trabalhar segunda e terça-feira antes de começar meus 12 dias de férias, isso já anima um pouco. Tem a programação toda das Olimpíadas para ver (o que significa horas e horas de pijama debaixo de meu edredon xadrez, azul e quentinho). Umas 500 músicas novas para ouvir (sinônimo de horas editando novos playlists para meu mp3, o que eu simplesmente A-DO-RO!). Mais comprinhas a fazer. Dia dos Pais (gosto dessas datas). Um pote de sorvete sabor Banana na geladeira (ok, bem suspeito, mas não custa experimentar). E, seu eu não mudar de planos, uma pizza com o meu nome em algum delivery da cidade – só tenho que escolher qual.
No atual estado das coisas, o paraíso. Ou quase.


 

Almofada

Arde e ainda dói. Mas parece estar melhorando. O incômodo é grande e ainda não me dou bem com a logística dos curativos – possivelmente só estarei acostumado quando tudo estiver, felizmente, no fim. E fico irritado comigo mesmo pela lentidão de meu caminhar na rua – isso faz com que eu quase chore de raiva, na realidade.
Detesto estes momentos de fragilidade. Exatamente porque é em horas assim que sinto falta de ajuda. De qualquer tipo. Alguém que vá ao supermercado. Que me apóie no banho. Que pegue um mísero copo de água. Mas a vida do jeito que está é simplesmente o que pode ser e não há como eu mudar isso de hoje para amanhã. Manquitolar na rua. Berrar de dor no banho. Ter que sempre calcular a maneira que vou me sentar. E simplesmente adorar deitar cedinho, quietinho, quentinho, e sentir quase nada até a manhã seguinte.
Uma semana para as férias. Muitas coisas a fazer até lá. Pouco ânimo. Humor em, mais ou menos, 20% do normal. O faz com que qualquer tipo de conversa em tom mais alto me deixar simplesmente desesperado, com vontade de sumir – o que é fisicamente impossível no momento.
Bem, tenho que comprar uma almofada mais macia para me apoiar nas horas de trabalho. E arranjar alguém para me carregar no colo por aí. Ok, menos. Mas até que não seria má idéia.


 

Mischa, o grande culpado

Sou louco por Olimpíadas. Totalmente maluco. Tanto que normalmente me pego assistindo a competições que, em dias comuns, fariam eu desligar televisão - tipo futebol feminino, que eu acho a coisa mais sem graça do mundo.
Essa paixão começou, na verdade, em 1980. Aos 8 anos de idade, em férias da escola, acompanhava tudo o que podia - ou, para ser mais exato, tudo o que era exibido pela televisão naquela época, o que não era exatamente muito. Por isso culpo Mischa, o adorável ursinho mascote dos jogos de Moscou - do qual tinha uma camiseta linda quando criança e que, por sinal, revi hoje durante uma exibição do esquisitíssimo filme oficial de Moscou 80' - por ficar completamente ansioso nos dias que antecedem o evento, pela alegria quase infantil de grudar em frente da TV durante os jogos, e pelo vazio que sinto quando tudo termina.
Pois é, pensando que seguir Pequim 2008 seria complicado por causa da diferença de fuso horário, e precisando de uns dias de folga já há um bom tempo - os tais três "amiguinhos" do post anterior já estão drenando após um episódio digno de uma mini-inundação ocorrido ontem, mas ainda incomodam e são, em parte, conseqüência de cansaço - terei 12 lindos dias de folga durante os jogos. Ok, não poderei acompanhar nada nos dias 10, 11 e 12 de agosto (ainda estarei trabalhando), mas de 13 ao final de tudo, meio que vegetarei vendo os outros suarem. Não é lindo?
Está certo, isso não é exatamente meu conceito de férias ideais. Mas fantático que sou por Olímpiadas, e sabendo que terei que guardar dinheiro para ver Madonna em dezembro (se é que ela realmente virá ao Brasil), até vai ser bom não sair da cidade. Enquanto tudo não começa, dá-lhe ansiedade.


 

Três amiguinhos

Passa pouco das 5 da tarde e a energia está indo embora. Hoje é o quarto e penúltimo dia da semana de moda da cidade e estou quase me arrastando. A febre da última madrugada foi assustadora. E o médico que consultei hoje, bem no início da manhã (apelo de emergência ao convênio médico meio podre que tenho e que evito usar), queria me internar.
Não é um. Nem são dois. São três os furúnculos que resolveram sair em minha nádega direita na semana passada. Dói muito. Principalmente quando estou sentado – ou seja, durante boa parte de meu trabalho no geral. Pior ainda quando estou na espera do início de algum desfile, cadeira dura de material plástico, sala de calor saariano, ouvindo a papagaiada de minor celebrities e afins na primeira fila.
Bem, pelo menos este é o momento em que ouço bobagenzinhas que fazem com que me esqueça um pouco do estresse, da hipocrisia, da agressão ao que sobrou de minha inteligência e da tristeza vividas nas últimas três, quatro semanas, verdadeiras causadoras de meus três “amiguinhos” atuais. Coisas do tipo:
- “Essas cadeiras são um horror, pequenas mesmo para gente como eu, que não é gorda”, de uma roliça apresentadora de TV que diz ser a verdadeira criadora do bombom de morango e da coxinha com catupiri;
- “Tenho certeza que você vai dar um giro de 360 graus”, de uma moça ligada ao mercado local de moda, tentando consolar um possível jovem talento (tadinho, será que ele vai voltar para o mesmo miserável lugar em que está?);
- “Adorei essas calças de papel laminado”, de alguém durante o desfile de um nobre designer que participa da São Paulo Fashion Week;
- “O Jum Nakao veio mostrar aquele desfile dos vestidos de papel aqui?”, de um menino que possivelmente não lembra que as tais obras foram destruídas em cena aberta após o desfile original.
E vamos lá para mais uma noite e um dia de massacre. Eu, meu antibióticos, antiinflamatórios, minha cara de nada e meu quarto look bacaninha da semana. Ah, e os três amiguinhos, claro.


 

Mais de 20 horas

Foi um fim de semana de cama. Mais de 20 horas entre a noite de sexta-feira e a manhã de domingo. Realmente doente, detonado pela quantidade de coisas que aconteceram nas últimas duas semanas, sucumbi ao repouso. O que se por um lado é triste, já que não gosto de ter essa imensa sensação de fragilidade física, por outro é incrível.
Pura e simplesmente porque tive um motivo real e digno para não aumentar minhas milhagens no Funai Card Platinum que insistiram em me dar. Sério. Foram três convites, um pior do que o outro. Em condições normais, eu os aceitaria por educação ou por gostar da pessoa que sugeriu tal programa. Mas, sinceramente, foi um alívio estar em casa em uma noite de sábado, lendo e vendo qualquer porcaria na TV. Dormindo e acordando e pegando no sono novamente.
Deu tempo de finalizar um pouco de trabalho pendente. E de montar todos os looks até sexta-feira, algo importante quando penso que os próximos cinco dias serão exclusivamente dedicados à Semana de Moda daqui - mini-maratonas em que eu prefiro estar, pelo menos, arrumadinho.
O mais importante, no entanto, foi ter um pouco de paz. Falar só com quem eu queria. Baixar muitas músicas das quais precisava. Mas, principalmente, ficar longe de rostos mal-humorados e da necessidade de conversar com quem não tenho tido vontade.
Espero estar quase inteiro pela manhã. Ou seja, saio daqui diretamente para a cama. De novo.


 

Cadê a vodka?

Pois é, fim de domingo, calor fora de hora, e esta vontade louca que surge de sair por aí agora, parar no primeiro bar bonitinho que encontrar, pedir uma caipirinha e conversar simplesmente mostra o quanto o fim de semana foi sem sal. Não chegou a ser ruim. mas após todos os sobressaltos da semana que, foi tenso. Bem esquisito.
De qualquer maneira, nos últimos dois dias e meio aprendi que:
- Quando a intuição manda ficar em casa sem fazer nada, simplesmente obedeça;
- Se a vodka está sendo escondida durante uma festa, é melhor desistir; se só tem cerveja (que não costumo beber) e refrigerante, fique com o segundo e suma o mais rápido possível;
- Por sinal, quando aquelas duas garrafas de Smirnoff olharem sorrindo para você na filial Praça Osório dos Supermercados Soviético (também conhecido como Mercadorama), leve a dupla para casa; e, depois, para a tal festa onde estão escondendo a vodka, obviamente;
- Trate mal as crianças do recinto desde o primeiro segundo; só assim uma delas não machucará o osso de sua maçã direita do rosto querendo ser "gracinha" e subir no seu colo;
- Tenha um plano B SEMPRE;
- Não vá a um lugar em que deverá encontrar aquela pessoa cujas fuças vocês está louco para encher de tabefes durante a semana toda.
Aí está. Mais uma semana por vir. E eu já pensando na sexta-feira.


 

15/36 - número inexistente

Fim do dia. Mais um dia. E ainda bem que vai indo para longe. Queria eu, nos olhos, ter vida ao invés de ardência. Nos corpo, ternura, e não o impulso da agressão. Na mente, só um pouquinho mais de paz.
A dor da raiva dominou horas demais. Assim como a desesperança pela falta de compreensão. Acredito que se eu falasse grego, tudo seria resolvido mais levemente. E, aqui dentro, a falta de eco externo seria aceita com serenidade.
Respirar fundo. Único jeito de sobreviver. De não morrer. E de sonhar com tempos melhores. Aqueles dos quais peço a vinda toda noite, antes de adormecer.


 

Eu vou embora

Eis o estado de espírito do momento. Preciso ir. Não sei como. Vou tentar descobrir. O que não dá mais é ser tratado como irresponsável. É viver na frustração. É ter de lidar com múltiplas variações hormonais dos outros.
Não importa se tudo está excelente de manhã. Ou se até existe um pouco de satisfação no fim de cada dia por conta do que foi realizado. Sempre vai ter porrada. E não sei se quero mais brincar disso. Cansei. Só não sei o que fazer.
O mais chato de tudo, no fim das contas, é que a cada bordoada, a cada comentário, a cada semblante mal-humorado que é enfrentado, quase me esqueço das coisas bacanas/ fofas/ legais que ainda rolam. Como os calos que foram retirados dos meus pés no sábado, causando um alívio incrível; e as pechinchas que encontrei; e o descanso da noite de sábado, algo reparador mesmo que eu tenha passado por mais febre; e os comentários hilários trocados através de mensagens de celular durante o concurso de Miss Universo. O que era a cara de drag queen de Miss Estados Unidos? E o jeitão de garota de programa de Miss Rússia? E os comentários de Adalgisa Colombo na transmissão da Band? Tudo incrível.
Pois é. Sem querer fazer a Poliana. Mas acho que são só essas coisinhas que me mantêm vivo. Exagero? Talvez. Mas não deixa de ser verdade.


 

Quem sabe amanhã

Tivesse eu escrito este post 24 horas atrás, como era a intenção, e as palavras que vêm a seguir seriam de um mau humor quase insuportável. Há dias em que nem mesmo eu me agüento. E como, nessas horas, tento não maltratar colegas de trabalho e afins, fico remoendo coisas, praguejando interiormente, dando respostas imaginárias que quase nunca ganham voz – mas que, em alguns casos, ocupam este espaço.
Mas nada como uma boa noite de sono, um treino matinal que me deixou contente e um pouquinho menos de pressão nas atividades do dia (leia-se menos cobranças cretinas) para fazer com que o olhar para a vida mude. Ok, ainda me senti incomodado com as pessoas que costumam falar alto demais ao telefone, tornando qualquer outra conversação no recinto praticamente impossível; e entediado em meio a mais uma reunião que comeu minutos preciosos – sempre detestei reuniões. Mas deu para respirar nas últimas horas. O telefone quase não tocou. Poucos e-mails muito importantes chegaram. Consegui iniciar tarefas que estavam atrasadas. E a perspectiva de voltar para casa, descansar, acordar cedo amanhã, finalmente poder me livrar dos calos que massacram meus pés há semanas, e bater perna para procurar itens necessários para a manutenção de meu pequeno lar (uma persiana nova para o quarto, uma mesa de cabeceira nova) provocam um tipo de prazer que eu não tenho sentido em um bom tempo.
O que faz pensar que o ideal seria uma diminuição de ritmo. Ok, impossível. E férias (hahahahahahahahaha). Bem, um rapaz pode sonhar, não? Afinal, sem brincadeira, o corpo já está dando sinais de que precisa de um período, mesmo que curto, de descanso. E talvez de festa. Quem sabe amanhã, né mesmo?


 

Esquecimento, talvez

O dia passou. E, talvez, em algum lugar da cidade alguém esteja pensando em mim. Bem ou mal, tanto faz. Enquanto corro e pouco tenho tempo de dar a devida atenção a quem realmente merece, talvez um ser do passado (do presente, do futuro) tenha meu rosto grudado na mente. Com carinho. Com raiva. Com desprezo. Com dúvidas.
Na aridez dos últimos tempos, quando o telefone não toca e os amigos mais queridos tomam os rumos pelos quais a vida os conduz, uma das poucas esperanças que tenho é a de que não tenha sido completamente esquecido. Sim, é egoísmo puro. Até porque, caso eu venha a não mais ser lembrado, é por culpa única e exclusivamente minha.
Bobagens. No fim de um dia que tem mais umas três horas de labuta. Em que todos os planos caíram. Em que eu queria colo por pura vontade de ter colo. E sono tranqüilo. Talvez.


 

Automático

O dia está terminando e os olhos lacrimejam um pouco por causa das horas em frente ao computador. Ainda tem coisa para fazer. Na verdade, ainda há uma festa para ir. E apesar de saber que possivelmente vou me divertir um pouco, falta ânimo.
Na sinceridade, acho que falta ânimo para a vida como um todo. Apesar de me comportar como adulto e, na maior parte das vezes, conseguir enfrentar os dias – afazeres, adversidades, pequenas alegrias –, não tenho sentido grandes prazeres na existência. Parece tudo meio automático. Simples processos mentais e físicos que foram desenvolvidos por anos a fio para que eu pudesse, no mínimo, garantir minha sobrevivência.
O pior é que, no sentido prático, não posso nem reclamar. Tenho trabalho. Tenho um teto (ok, alugado) para me abrigar à noite. Tenho uma família próxima. Não sofro de nenhum grande mal físico. Enfim, a vida é normal, bem confortável. Só que falta algo. Talvez um a vibração mais alegre, até um pouco anárquica. Talvez encontrar gente que faça com que volte a acreditar em idéias transformadoras. Sei lá. Em caso de dúvida, vou tocando. Só não sei até quando.


 

Pânico em Cwb

Ok, menos. O pânico é interno. E, mais complicado, fico triste por começar a achar que estou com medo de gente. Sempre pensei que isso nunca fosse acontecer. Mas, pelo visto, já está rolando e meio que justifica minha vida social minúscula nos últimos meses.
Depois de uma saída desastrosa na noite de sábado - sozinho, migrei para um gay club lotado que estava até legal, mas bati em retirada só para fugir de um garoto que, enfim, queria fazer sexo em troca de dinheiro e não desgrudava -, o domingo veio bem esquisito. Peguei-me em total desespero em meio ao falatório de mulheres na casa dos meus pais (só uma leve conversa sobre treinos, gymwear e artroscopia com meu primo Felipe me salvou de uma crise de nervos); senti um pouco de preocupação ao voltar para casa de ônibus com metade da torcida do Atlético (sim, outro exagero) em dia do clássico Atletiba (e olha que sou atleticano; de butique, mas sou); tive uma hora de sexo muito mais do que satisfatório com um nome conhecido na cidade (pior é que só fiquei sabendo do status do rapaz depois de tudo terminado); e retornei ao lar.
Foi nesse retorno, por sinal, que o tal medo de humanos bateu mais pesado. Teve de tudo: gente da Guarda Municipal soltando o cacetete em piás que estavam "surfando" em cima de um ônibus; taquicardia em uma estação tubo; comportamentos péssimos de gente que saía da Parada Gay e com quem dividi espaço em um coletivo; procissão em louvor a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro nas imediações de onde rolou a Parada Gay; e, obviamente, briga perto de casa entre torcedores do Atlético e Coritiba - what else is new, han????
Pois é. Atletiba e Parada Gay no mesmo dia. Deve ter sido isso. Muita energia no ar. Ou será que não? Enfim. Vá saber. Vá ver sou só eu que estou estranho. Cansado. Sedento de conversas que façam sentido e não girem só em torno de trabalho. Com saudade de meu lado mais palhaço. E um tanto solitário. Que Deus me dê forças para sobreviver aos próximos dias. A todos nós, aliás.


 

Cansaço e uma sessão de cinema

O frio não dá trégua. E nem vai dar nas próximas semanas. O que me deixa, no mínimo, amuado. Realmente sem ânimo para sair e me divertir. Infelizmente (ou felizmente, sei lá), os fins de semana chegam, vão embora, e fora saídas para coisas muito básicas, não boto o nariz para fora de casa. O pior é que isso nem tem incomodado tanto assim. Na sinceridade, toda vez em que penso em engatar alguma noite mais pesada (ou sou convidado para alguma coisa), encontro-me frente a uma de duas situações:
- Algum compromisso de trabalho na manhã seguinte;
- Pura preguiça e necessidade de horas quietas, de descanso.
Pois é, o ritmo dos dias anda meio alucinado e, de vez em quando, realmente não tenho certeza se conseguirei cumprir o que tenho a fazer. O que, além de colocar à prova toda a minha força de vontade, faz com que esteja normalmente destruído lá pelas 8 da noite. Tanto que, mesmo sendo um hiper-mega-máxi-ultra-giga-master-superfã de Sex & the City, só consegui assistir ao filme na quinta-feira passada, última sessão – e isso porque me livrei de compromissos noturnos de trabalho através de uma mentirinha branca beeeeeeeeemmmmm sem-vergonha.
Pois é, sabe que até foi melhor assim. Afinal, cheguei à sala de projeção já com todas as resenhas semi-negativas devidamente lidas. E com uma expectativa menor com relação ao que estava prestes a ver. Assim sendo, deu para me divertir bastante, já que as roupas são incríveis (hahahahahahahaha, quanta novidade estou escrevendo, não???), a trama é ok e as personagens continuam incríveis. Logicamente, não é tão ágil e bem escrito quanto a série em si (difícil concorrer com roteiros redondinhos de 25, 30 minutos), mas resulta totalmente satisfatório.
O que me faz pensar que alguns debates sobre se Carrie, Samantha, Miranda e Charlotte seriam “um retrato da mulher atual” vistos em certos veículos de comunicação são simplesmente inócuos e despropositados (para não dizer imbecis). Afinal, duvido que todos os envolvidos na série e no filme tivessem como meta desenvolver o retrato de uma geração feminina quando criaram a história. E caso tivessem tal idéia em mente, possivelmente teriam dado com os burros n’água logo na primeira temporada – pretensão demasiada costuma não desaguar em criatividade e sucesso, salvo raras exceções.
De qualquer maneira, who gives a damn para a minha opinião, não é mesmo? Agora, que aquele vestido de noiva da Vivienne Westwood é incrível, isso é.


 

Não é o ovo

Questiono diariamente se estou em um caminho certo na vida. Pode parecer coisa de gente louca e ingrata, que ainda não aprendeu a agradecer o que tem depois de tanta porrada levada na vida. Mas não é bem isso. É simplesmente uma sensação de deslocamento. De saber-se provisório no local onde se está. Tudo por conta das inseguranças da vida.
Ok, já aprendi que praticamente nada é definitivo – a não ser filhos, segundo minha mãe e, possivelmente, tantos outros milhões de mães ao redor do mundo. Mas acordar todo dia já com a certeza de que algo será considerado errado é aterrador. É como ter sempre que caminhar sobre brasas, sempre ter de tomar o maior cuidado possível a respeito de tudo. E nunca, sob qualquer hipótese, esperar por elogios. Até porque se estes surgirem, seraõ apenas prenúncios de uma nova e imensa tempestade.
O mais engraçado de tudo é que normalmente quem resolve falar sobre falhas não aponta exatamente onde as mesmas ocorreram. Nada de “nomes aos bois”. E, por conseqüência, nada de demonstrar qualquer traço de generosidade – afinal, se tanto sabe, custava dizer na hora para ver se a rota rumo ao desastre teria condições de ser corrigida? Nessas horas também questiono o verdadeiro saber de quem gosta de usar a palavra “expertise” (detesto essa palavra) para definir o que faz. Bom , melhor nem entrar no assunto, por sinal.
Mistério. Tão grande, aliás, como aqueles detonados pela finada Ofélia Anunciatto (possivelmente ninguém com menos de 30 anos se lembra dela) em suas manhãs na cozinha/ TV, quando, do nada, proferia frases como “o segredo para a massa ficar fofinha não é o ovo”. E nunca continuava o pensamento. Nunca dizia qual era o segredo. Podia não ser importante para ela, como pode não ser importante para milhares de “experts” o ato de apontar os caminhos corretos. E, com isso, solucionar dúvidas. E, talvez (e insisto no talvez), proporcionar um pouco do alento do qual todos precisamos, mas que se transformou em um desaparecido em nossos dias de gente que trabalha, corre, se esforça mas, no fundo, não faz idéia de onde quer realmente chegar.


 

Febril

Fazia muito tempo que não sentia tanta vontade de simplesmente ficar deitado. Só isso e mais nada. E as últimas 48 horas seguiram este roteiro "na horizontal" quase que sem interrupções.
Ok, exagero, já que tive que trabalhar um pouquinho no sábado, malhei um pouco e, para finalizar, visitei meus pais hoje. Mas tudo sem muita vontade. Por sinal, cada vontade que surgiu durante o fim de semana foi morta loo na seqüência. Um horror de desânimo.
Pelo menos a febre que tive de quinta para sexta foi embora. Simplemente sumiu. Melhor assim. Mesmo me sentindo como lixo, preciso de toda a força do mundo para a semana que vai começar.
Ai, ai... aliás, vou tentar não pensar nisso. Ainda tenho pouco mais de 12 horas para voltar à realidade.


 
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