Eu ando muito errado mesmo. Muito bem-humorado, esqueço que o mundo que me cerca não mais permite ironias. Ainda mais quando estas são direcionadas aos inúmeros passos (planejamentos, planos de atividades, relatórios de atividades e afins) que precedem aquilo no que realmente acredito: a ação em si.
Errado estou quando ainda acho que podemos extrair algumas piadas de toda a burocracia que rege a tal “vida corporativa” (humpf, não gosto desta expressão), mesmo quando não se trabalha numa corporação propriamente dita. Quando acredito que dá, sim, para eliminar certas etapas chatas do dia-a-dia. E, principalmente, ao ser ingênuo a ponto de considerar a possibilidade de que alguém vai compreender o que penso a respeito e, ao invés de uma mini-lição de moral (ando assustado com o didatismo de algumas explicações vindas de pares 8, 10 anos mais jovens do que eu; parece que tenho 3, e não 36 anos), tentará propor uma discussão construtiva e soluções menos óbvias (para não dizer pura repetição de idéias) para todos os problemas de rumo com os quais temos que conviver.
Será que estou trancado em uma seita e ainda não descobri? Ou, pior, que faço parte de uma versão sem humor daquelas tirinhas do Dilbert (alguém lembra disso???)? Sei lá. Mesmo com a certeza de que preciso seguir e fazer minhas coisas com o maior foco possível (ora bolas, não sou um irresponsável sem juízo, afinal de contas), ainda acredito que tudo pode ser mais leve. Ou seja: estou errado mesmo.
Publicado em 11 de agosto de 2008 às 17:57 por slowik humberto
E se você não gosta de corporativismo, corra da empresa onde trabalho. Aqui tudo é TÃO sem fluxo e altamente impedido por doses altas de burocracia que para você imprimir uma folha tem que preencher um formulário com 4.